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Política com Assinatura
Gonçalo Matias responde a Passos: "Temos quatro anos para fazer as reformas"
O Ministro Adjunto e da reforma do Estado concorda com Passos Coelho na necessidade das reformas ocorrerem a um ritmo elevado, mas recusa a ideia de não haver tempo.
Imagem e edição vídeo: Pedro Chitas
"Se me pergunta: o tempo está a esgotar-se? Temos quatro anos para fazer reformas", é desta forma que Gonçalo Matias reage ao antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, que afirmou que o tempo deste Governo para as reformas está a esgotar-se.
"Num ano e quatro meses reformamos cinco Códigos e fizemos tudo o que está em curso e que me parece muito relevante". E acrescenta: "não me pode pedir resultados se não tiver quatro anos para governar". "Estou preocupado não em fazer diagnósticos, mas em resolver os problemas das pessoas", remata.
Gonçalo Matias relembra que trabalhou no Governo de Passos Coelho, como secretário de Estado Adjunto e para a Modernização Administrativa e defende que agora "este Ministério é mais ambicioso. Na altura era o que era possível".
E o governo vai ter 4 anos?Gonçalo Matias diz que a oposição tem medo que a legislatura chegue ao fim. "As eleições serão ganhas pela AD com maioria absoluta", afirma. Quem tem medo da AD? O PS, diz o ministro da Reforma do Estado.
Em entrevista ao programa da Antena 1, Política com Assinatura, Gonçalo Matias defende que "esta legislatura é para cumprir até ao fim. A oposição não quer isso porque sabe perfeitamente que se o Governo governar até ao final da legislatura os portugueses vão sentir os efeitos benéficos destas reformas".
Em entrevista ao programa da Antena 1, Política com Assinatura, Gonçalo Matias defende que "esta legislatura é para cumprir até ao fim. A oposição não quer isso porque sabe perfeitamente que se o Governo governar até ao final da legislatura os portugueses vão sentir os efeitos benéficos destas reformas".
Na sua análise, o governante vai mais longe, diz mesmo que a maioria absoluta é "a ambição".
"Cumprindo-se a legislatura até 2029, as eleições naturalmente serão ganhas pela AD, possivelmente com maioria absoluta. E é por isso que a oposição tem tanto receio que a legislatura chegue ao fim", conclui.
Gonçalo Matias responde desta forma a José Luís Carneiro que, também no programa Política com Assinatura, afirmou que o Governo é um fator de instabilidade. "Isso parece-me totalmente deslocado. Não vejo em que medida é que o Governo é um fator de instabilidade. Seguramente não é do governo que virá qualquer instabilidade", considera.
Racionamento de combustíveis? "Não temos sobre isso nenhum controlo"
"Não há governar sob medo", assegura o ministro da Reforma do Estado em resposta a Mário Centeno que afirmou, no programa da Antena 1 e do Jornal de Negócios, Conversa Capital, "quando o PM nos mete medo, o que é que ele sabe que nós não sabemos?".
Do que se trata, diz Gonçalo Matias, é "dizer a verdade às pessoas. E a verdade é esta: enfrentamos uma crise internacional grave, com duas guerras ativas com efeitos diretos nos preços dos combustíveis".
Apesar disso o ministro, e questionado pela jornalista Natália Carvalho, não assume para já um racionamento de combustíveis. "Espero que não. Não temos sobre isso nenhum controlo".
"Não temos défice. Vamos terminar o ano sem défice"
Nesta entrevista o ministro comenta também as declarações do socialista Mário Centeno que afirmou na Antena 1 que se não houver uma revisão das metas orçamentais por parte de Bruxelas, o Estado vai ter de cortar, nos próximos dois anos, 12 mil milhões de euros.
Gonçalo Matias diz que Centeno devia explicar o que quis dizer, até porque, garante, "temos a nossa dívida sob controlo e a ser reduzida. Não temos défice".
Relembra que além da situação internacional difícil, Portugal foi também afetado com o chamado comboio de tempestades, "e, mesmo assim, vamos terminar o ano sem défice". "Portugal está numa situação estável", conclui.
Sobre a poupança gerada pelas reformas do governo, Gonçalo Matias recusa adiantar um número: "porque é que nos vamos centrar nos euros que poupámos?", pergunta o ministro da Reforma do Estado. Mais do que "me centrar na poupança dos euros", Gonçalo Matias prefere destacar a "capacidade de crescimento económico e esse número é entre 6 e 10 mil milhões de euros".
Nesta entrevista o governante reafirma que a reforma do Estado não é "a reforma dos cortes", mas sim "a reforma do crescimento económico que estimamos em 2 a 3 por cento do PIB e pode ser mais do que isso".
Na Antena 1 garante que o impacto da reforma do Estado será visível "partir de janeiro do próximo ano já vamos sentir. Para chegarmos aos números que ambicionamos eu diria que mais seis meses ou um ano que é o tempo de as leis entrarem em vigor e começarem a produzir efeitos".
Educação: "Não vou negar a existência de dificuldades"
O ministro da Reforma do Estado recusa que os problemas sentidos na Educação sejam consequência da reforma naquele ministério.
Ainda que afirme que "não vou negar a existência de dificuldades", para Gonçalo Matias os problemas na correção dos exames nacionais no fim do ano letivo passado e na colocação de estudantes no início do atual, "a causa destas dificuldades resultou da transição de processos e da transição digital".
"Não aceito que a causa destes problemas tenha sido a reforma, muito menos a redução de estruturas", afirma.
Nesta entrevista garante que "naturalmente que tudo o que se identificou agora, vai ser corrigido" no próximo ano letivo.
Questionado pela editora de política da Antena 1, Natália Carvalho, sobre as declarações de José Luís Carneiro também no Política com Assinatura, onde afirmou que "o ministro da Educação perdeu a mão no Ministério", Gonçalo Matias discorda: "não acho nada disso. Não é nada disso que eu vejo". Entrevista conduzida pela editora de política da Antena 1, Natália Carvalho.